Investigação

Demythologize That History and Put It to Rest

Performance e Conversa
26 Maio, 2 e 3 de Junho

Hybrid Architectures: Case Studies on African Continent ─ Simpósio

Julho 2016

Imagem Projectada

11 de Setembro | 19h00 | conversa com Miguel Wandschneider sobre o projecto Slowmotion

12 de Setembro | 19h00 | conversa com Pedro Lapa sobre imagem em movimento no contexto das práticas artísticas


Imagem Projectada é um projecto de investigação sobre a prática artística do vídeo e da imagem em movimento, em Portugal, no âmbito do projecto mais alargado, Arte Portuguesa – de 1974 até à actualidade, organizado por Bruno Leitão.

O primeiro momento desta investigação acontece com a exposição individual de João Onofre, a inaugurar a 10/07 no HANGAR.

Far-se-á o mapeamento de acontecimentos relevantes do panorama artístico nacional, desde 1974 até aos dias de hoje, e que são muitas vezes desconhecidos do grande público e até do próprio meio, a partir do discurso directo dos seus principais actores e intervenientes. O ciclo começa com projectos de exibição de imagem projectada. Este programa terá a duração de três anos.

Mambos de Ideologias Esquecidas

MAMBOS DE IDEOLOGIAS ESQUECIDAS é o ciclo de cinema angolano, com curadoria de André Cunha, que integra o programa 180º Artistas ao Sul.

O ciclo apresenta a obra de alguns realizadores angolanos, de entre os quais: Ruy Duarte de Carvalho, António Ole, Zézé Gamboa, Kiluanje Liberdade, Maria João Ganga e Mário Bastos. Este ciclo contempla três janelas temporais do cinema angolano: as políticas culturais do pós-independência, a tentativa de desenvolvimento de novas políticas culturais no pós-guerra e a regência da produção independente. Inauguramos o ciclo com o filme O Ritmo do N’Gola Ritmos, de António Ole, a 29 de Maio, pelas 18h30.


PROGRAMA

O Ritmo do N’Gola Ritmos (1978) de António Ole + conversa de Ana Balona de Oliveira | 29 de Maio | 18h30 | DVD gentilmente cedido pelo realizador

 

TPA + Laboratório Nacional de Cinema

Carnaval da Vitória, 1978, 40min., António Ole | 18 de Junho | 18h30

No Caminho das Estrelas, 1986, 28min., António Ole | 18 de Junho | 18h30

 

Instituto Nacional de Cinema

O Herói, 2004, 97min., Zezé Gamboa | 10 de Julho | 18h30

Na Cidade Vazia, 2004, 90min., Maria João Ganga | 13 de Setembro | 17h00

 

Independente

Oxalá Cresçam Pitangas, 2007, 62min., Kiluanje Liberdade, Ondjaki | 4 de Setembro | 18h30

Luanda, Fábrica da Música, 2009, 54min., Kiluanje Liberdade, Inês Gonçalves | 5 de Setembro | 18h30

Alambamento, 2011, 15min, Mário Bastos | 5 de Setembro | 18h30

TPA + Laboratório Nacional de Cinema |2

Ondyelma, Festa Do Boi Sagrado, 1979, 36 min., Ruy Duarte de Carvalho | Setembro – data a anunciar | 18h30

Nelisita, 1982, 90min., Ruy Duarte de Carvalho | Setembro – data a anunciar | 18h30


© imagem de Jordana Leitão, 2015

IIN(TER)SULARIDADES

Se a paisagem é, como Michel Courajoud afirma, “o lugar em que o céu e a terra se tocam”, o conceito de paisagem está profundamente ligado à história da representação pictórica da natureza, ao surgimento do género da paisagem. Este assenta na fragmentação, através do olhar único e imóvel que cinde o todo da natureza. As regiões insulares têm em si outras fronteiras, existem separadas do continente, ou entre o mar, e sempre no limiar de identidades e são em si metáforas para o conceito de diáspora e migração nos estudos pós-coloniais. In(ter)sularidades é um grupo de investigação que pesquisa sobre a paisagem insular e suas práticas artísticas, em regiões que vão desde Cuba, Haiti, Jamaica a Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O estudo passa por um modelo comparativo entre estas regiões, distantes entre si, mas com uma história comum de deslocamento, migração, isolamento, exílio e diáspora, e modelos de criação artísticas que reflectem a história insular destes lugares, tanto no passado como no presente.

Open Mind Sessions

Organização: Christabelle Peters

Migrações Artísticas Em e Para Além de Lisboa

EDSON CHAGAS — 29 Junho 2016 — 19h

Migrações Artísticas Em e Para Além de Lisboa | Programa 180º Artistas ao Sul

Artists Talks

Migrações Artísticas Em e Para Além de Lisboa, organizado por Ana Balona de Oliveira, no âmbito de uma parceria entre o Centro de Estudos Comparatistas (CEC-FLUL), o Instituto de História de Arte (IHA-FCSH-UNL) e o Hangar em Lisboa, é um ciclo de conversas com artistas, alguns dos quais em residência no Hangar no âmbito do programa de residências artísticas ‘180º Artistas ao Sul’, e outros convidados. Através de vários meios, os artistas em questão examinam e problematizam noções de identidade e diferença, não só nacional e diaspórica, como também cultural, racial, de classe, género e sexualidade, assim como a noção de produção artística enquanto forma de investigação da histórica e da memória, quer colectiva, quer individual, quer pública, quer privada, com o intuito de examinar as contradições do presente e imaginar futuridades possíveis.

Em 2015, um ano depois das celebrações dos quarenta anos da Revolução dos Cravos em Portugal, celebram-se os quarenta anos da independência de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Angola (quarenta e dois, no caso da Guiné-Bissau). Este ciclo pretende constituir-se também como fórum alargado e diversificado de discussão sobre os legados históricos das independências, das utopias e das realidades produzidas pelas lutas anti-coloniais e pelas construções nacionais pós-independência, não esquecendo as guerras civis que se seguiram, num contexto geo-político alargado, os seus fins, as décadas mais recentes de abertura económica e globalização e a forma como estas histórias e memórias, as suas celebrações e problematizações são examinadas pela produção artística contemporânea.

Pretende-se criar um espaço de debate em que práticas artísticas sejam não só pensadas e debatidas com públicos diversos e em abertura à comunidade, mas concebidas desde logo como fruto de diálogos, encontros, colaborações e trocas transdisciplinares entre vários sujeitos, práticas e contextos. O ciclo culminará numa publicação com documentos textuais e visuais produzidos pelos vários intervenientes e outros interlocutores convidados.

Ana Balona de Oliveira

Ana Balona de Oliveira é Investigadora de Pós-doutoramento no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa e no Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa, e Professora Assistente no Courtauld Institute of Art, Universidade de Londres, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a obra da artista portuguesa e sul-africana Ângela Ferreira (Maputo, Moçambique, 1958). A sua investigação centra-se em narrativas de império, anti- e pós-colonialismo, migração e globalização na arte contemporânea de espaços ‘lusófonos’ e outros. Recebeu bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Tem leccionado no Reino Unido e em Portugal e publicou na Third Text, Mute, Fillip, Aniki, entre outras. Coordena o o projecto ‘Visual Culture, Migration and Globalization’ (CEC-CITCOM) e em 2015 comissariou a exposição individual ‘Ângela Ferreira: Monuments in Reverse’ no CAAA em Guimarães.

Programa passado

CÉSAR SCHOFIELD CARDOSO + ANA NOLASCO + MARIA DO CARMO PIÇARRA | 27 Maio 2015 | 19h00

IRINEU DESTOURELLES + MANUELA RIBEIRO SANCHES| 15 Julho 2015 | 19h00

MÁRIO MACILAU + GABRIELA SALGADO| 15 Setembro 2015 | 19h00

DÉLIO JASSE + SUZANA SOUSA| 26 Novembro 2015 | 19h00

EURÍDICE KALA | 31 Maio 2016 | 19h00

Lisboa na África

Lisboa partilha com a Paris a reputação de ser a cidade mais africana na Europa. Se a distinção da capital francesa é derivada ao número predominante de ex-colónias francófonas no continente, então o caso português é mais complicado – uma combinação de longevidade (uma presença de 500 anos em solo africano), uma história de colonialismo (particularmente em Angola) envolvendo centenas de milhar de migrantes, e uma guerra prolongada, perversa e “tardia” levada a cabo contra os movimentos anti-colonialistas numa tentativa de manter o controlo sobre as “propriedades” do continente africano. Por outras palavras, uma longa história de sangue – tanto partilhado como derramado.

O tipo de “africanidade” distintivo de Lisboa – em todas as suas subtitlezas, manifestações e complexidades – forma o nexus de investigação deste campo de pesquisa, dividido em três áreas principais de actividade:

  1. black people. lisbon. Uma investigação fotográfica documentando aspectos da experiência vivida por migrantes africanos, predominantemente, culminando numa exposição e conversa.
  1. OPEN MIND SESSIONS. Uma série de conversas/performances por académicos e artistas, Cada sessão terá uma única peça como inspiração – uma obra de arte, uma obra musical, um gesto em dança, etc – e levar-nos-á numa jornada mágica e intelectual através do tempo e do espaço, estabelecendo ligações com as culturas e as histórias da diáspora portuguesa africana. As conversas têm por base a ideia de que uma mente aberta consegue ver a totalidade do universo no mais ínfimo objecto.
  1. LISBOA NA ÁFRICA (LISBON IN AFRICA). Um documentário sonoro construído a partir de entrevistas com um vários artistas residentes em África (incluindo René Tavares, Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas e Kwame Sousa). Como aves migratórias que transportam sementes entre locais longínquos, estes artistas passam temporadas em Lisboa, com regularidade mas variando a duração, enquanto que estabelecem a sua base nos seus países de origem. A questão é, até que medida estas “sementes” criam raízes e florescem, por forma a fertilizar o “solo” dos seus ambientes de origem?

A investigadora principal do proejcto de pesquisa Lisboa: África na Europa é Christabelle Peters, uma investigadora académica e escritora criativa com experiência em fotografia, jornalismo e produção de media. Actualmente, é recepiente de Leverhulme Early Career Fellowship no Departamento de Estudos Hispânicos na University of Warwick (UK), onde investiga políticas transnacionais culturais de identidade nos contextos anti e pós-coloniais do mundo Ibérico Atlântico.

Dando seguimento à publicação da sua monografia intitulada Cuban Identity and the Angolan Experience(Palgrave Macmilla, 2012), o seu novo projecto literário, Angola in the African Atlantic, propõe um paradigma alternativo ao “Atlântico negro” de Paul Gilroy para investigar questões de raça nas sociedades hispânica e lusófona.

ARTE E POLÍTICA RELOADED? O DIREITO À CIDADE

5 a 8 Junho 2016

CURSO LIVRE: Re-imaginar o império. Projeções (anti-) coloniais no cinema.

Com Maria do Carmo Piçarra
15. 17, 22 de Maio: das 18h às 21h

19 de Maio (Sábado) das 15 às 18h
Frequência gratuita.