Letícia Ramos by Ricardo Fevereiro 05, 2016 0

HISTÓRIA UNIVERSAL DOS TERRAMOTOS

Em 1 de Novembro de 1755 , no dia de todos os santos um grande sismo, seguido de incêndio e um tsunami, arrasou a cidade de Lisboa. Em 1999 no litoral do Algarve, centenas de pessoas são evacuadas da praia diante de uma possível onda gigante. O primeiro evento deixou marcas profundas em Lisboa dando origem a um novo traçado para a cidade. O segundo, entretanto, mais tarde se confirmaria com uma ilusão colectiva. Uma miragem gerada pelo efeito térmico e óptico conhecido como fata morgana.

A partir da investigação histórica destes fatos e de demais assuntos adjacentes que este tema pode gerar tais como: aparelhos de simulação e equipamentos de medição de sismo, técnicas fotográficas de registro e calculo do movimento, holografia e miragem a artista irá desenvolver uma série de experiências que resultarão em trabalhos inéditos.

O projeto  é financiado pela Bolsa de Artes da Fundación Botin (Espanha) em parceria com a residência artística Hangar (Lisboa), com financiamento da Direcção-Geral das Artes — Governo de Portugal.

Mais informação no blogue do projecto, aqui.

Mais informação sobre a artista, aqui.

LETÍCIA RAMOS (Santo Antônio da Patrulha, Brazil,1976).

Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Seu foco de investigação artística é a criação de aparatos fotográficos próprios para a captação e reconstrução do movimento, e sua apresentação se materializa nos mediuns do vídeo, fotografia e instalação. Com especial interesse pela ciência da ficção, em suas séries como ERBF, Bitácora e Vostok, desenvolve complexos romances geográficos. O acaso, a experimentação com o fotográfico e o processo artistico são direções presentes no seu trabalho. Suas obras já foram expostas em espaços artísticos como Tate Modern, Centro de Arte Pivô, Itaú Cultural, Centro Cultural São Paulo, Parque Lage, Museu Coleção Berardo, Instituto Tomie Ohtake e CAPC- Musée d’art contemporain (Bordeaux) e Fundação Iberê Camargo. Foi ganhadora de importantes prêmios, residências artísticas e bolsas de produção artística, entre eles, o Prêmio Marc Ferréz para o desenvolvimento do projeto “Bitácora” (2011/2012). Como resultado desta pesquisa, publicou o livro de artista “Cuaderno de Bitácora” e participou da residência The Artic Circle (2011) a bordo de um veleiro rumo ao Pólo Norte. O trabalho fotográfico produzido durante a expedição foi vencedor do Prêmio Brasil Fotografia – pesquisas contemporâneas (2012). Em 2013 participou do programa “Islan Session“ da 9º Bienal do Mercosul. Neste mesmo ano, desenvolveu o projeto [VOSTOK] que consistiu numa viagem ficcional a um lago pré-histórico submerso na Antártida. O projeto resultou em uma publicação virtual, filme 35mm, livro e LP, e uma  performance inédita que será apresentada durante a próxima edição do Festival Videobrasil em 2015.   Em 2014, foi contemplada pela Bolsa de Fotografia do Instituto Moreira Salles onde desenvolveu a pesquisa “MICROFILME” e foi ganhadora do prêmio internacional de fotografia Bes Photo. Recebeu o Prêmio Videoarte da Fundação Joaquim Nabuco para o desenvolvimento do projeto inédito GRÃO. Recentemente recebeu a Bolsa de Artes da Fundación Botin (Espanha) para o desenvolvimento do projeto “Historia Universal de Los Terremotos“ e é uma das finalizadas do prêmio PIPA 2015. Proximamente tem exposições programadas Fundação Ibere Camargo e Nouveau Musée National de Monaco.