Mark Miller é um artista multidisciplinar sediado em Londres, cujo trabalho explora as interseções entre a experiência rural jamaicana e a cultura urbana britânica. Trabalhando em várias disciplinas e meios, com enfoque no som, desenho e imagem em movimento, a sua obra aborda temas como a diáspora, o folclore, a memória e a cultura negra britânica. Recorrendo a uma metodologia de “assemblage”, o seu trabalho questiona a forma como artefactos culturais, dados, tecnologia e códigos visuais moldam a presença coletiva e individual.
A música e a arte sonora de Miller são moldadas pela cultura bass, pela construção de mundos e por narrativas imaginadas, bem como por paisagens sonoras urbanas, arquitetónicas e naturais. Influenciado pelo Trip Hop, Reggae, sound systems jamaicanos, Drum and Bass e Electronica experimental, o seu trabalho explora o significado físico, simbólico e cultural das frequências. Ao centrar-se no bass e na geografia, Miller utiliza o som como ferramenta de criação de memória, documentação e transformação.
