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Maria Madeira

Nascida em Gleno, Timor-Leste, em 1966
Vive e trabalha entre Perth, Austrália, e Díli, Timor-Leste

Maria Madeira é uma das mais importantes artistas visuais contemporâneas de Timor-Leste, com uma prática artística de reconhecimento internacional profundamente enraizada nas tradições, histórias e questões sociais do seu país. Divide a sua vida entre Díli, capital de Timor-Leste, e Perth, na Austrália, para onde emigrou com a família em 1983, após ter passado sete anos num campo de refugiados em Portugal. Figura destacada na recuperação e reconstrução de Timor-Leste desde a independência do país, há cerca de vinte e cinco anos, foi recentemente artista residente na Fundação Oriente, em Díli.

Maria Madeira nasceu na vila de Gleno, na região de Ermera, em Timor-Leste. Após a invasão do país pelo regime indonésio em 1975, a sua família foi evacuada para Portugal no ano seguinte. Passou a maior parte dos sete anos seguintes num campo de refugiados gerido pela Cruz Vermelha nos arredores de Lisboa, antes de emigrar para a Austrália com a família, em 1983.

Ao longo dos anos, obteve várias qualificações académicas. Licenciou-se em Belas-Artes (Artes Visuais) pela Universidade de Curtin, em Perth, em 1991. Dois anos depois, concluiu um Diploma de Pós-Graduação em Educação, com especialização em Arte, na mesma universidade. Em 1996, obteve uma segunda licenciatura, em Ciência Política, pela Universidade de Murdoch. Em 2019, concluiu o doutoramento em Arte na Universidade de Curtin.

Entre 1996 e 2000, trabalhou na Austrália Ocidental como professora de artes no ensino secundário, artista visual e consultora cultural para várias organizações artísticas e culturais. Entre 2000 e 2004, regressou a Timor-Leste para contribuir para a recuperação, reconstrução e desenvolvimento do mais jovem país da Ásia.

Entre as suas exposições mais relevantes destacam-se: Art of Peace: Art After War, na Art Gallery of Western Australia, Perth (2025); Intelligence of Painting, no Museum of Contemporary Art Australia, Sydney (2025); Musafiri: Of Travellers and Guests, na House of World Cultures, Berlim (2025); Bangkok Art Biennale: Nurture Gaia, Tailândia (2024–2025); Exposure, na Anna Schwartz Gallery, Melbourne (2024); Kiss and Don’t Tell, na 60.ª Bienal Internacional de Veneza (representando Timor-Leste); Flowery Talk, na Fundação Oriente, Díli (2023–2024); Mana Maria, na Universidade de Chiang Mai, Tailândia (2022); A Place in the Sun, na Fundação Oriente, Díli (2022); Timor-Leste: An Artistic Perspective, na Universidade do Colorado (2019); Ina Lou (Querida Mãe Terra), na Galeri Cipta II, Jacarta (2014); Familiar Steps, no Festival da Lusofonia, Macau (2011); e Silent Voices, no Cannery Arts Centre, Esperance, Austrália Ocidental (2007).