Conversa com Emeka Ogboh by Ricardo Setembro 15, 2019 0 Novidades a decorrer, PostArchive eventos

Data: 17 de Setembro de 2019 | Terça-feira | 18:00
Morada: Rua Damasceno Monteiro 12, Graça
Entrada livre
Conversa em inglês

Fotografia © Jean Picon 2019

Sufferhead Original é um projecto de cerveja artesanal inspirado nos gostos e experiências alimentares dos africanos que vivem na Europa e comunica alguns dos estereótipos recebidos, políticas de diferença e integração associadas ao seu destino expatriado. A cerveja Sufferhead é desenvolvida com base no feedback da interacção com os africanos que vivem na Europa, e essas interacções cobriram tópicos sobre migração, assimilação e multiculturalismo. Os dados resultantes inspiraram o desenvolvimento da receita da cerveja.

Além da produção de cerveja, o projecto explora as experiências de imigrantes africanos através da marca da cerveja; publicitando rótulos, clichés e ocorrências para criar anúncios.

O nome ‘Sufferhead’ provém da música de 1981 de Fela Kuti, ‘Original Suffer Head’, onde Fela canta sobre a situação política e económica deplorável na Nigéria na época. Os anos 80 foram uma década de emigração em massa por nigerianos devido à dura situação económica e política do país.

O projecto da cerveja Sufferhead foi lançado na Alemanha em 2015 e, em seguida, seguiu com a edição Kassel como uma obra de arte da Documenta 14 de Emeka Ogboh em 2017.

Desde então, o Sufferhead Original foi desenvolvido em diferentes cidades da Europa, incluindo Baden-Baden, Frankfurt e uma edição em Paris em desenvolvimento. Cada cidade é uma experiência única, com uma cerveja cuidadosamente concebida e inspirada na cidade.

Fela Kuti – “Sufferhead original”
https://www.youtube.com/watch?v=eXDElcfSdy4
Excerto de um anúncio publitário da ‘Sufferhead Original’ criado por Emeka Ogboh
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=H3VLAwJpaXA
Damn Magazine
https://www.damnmagazine.net/2017/09/17/documenta-14/

Sobre Emeka Ogboh:
Emeka Ogboh conecta-se a lugares com os seus sentidos de audição e paladar. Através de instalações áudio e obras gastronómicas, Ogboh explora como as memórias e histórias privadas, públicas e colectivas são traduzidas, transformadas e codificadas em som e comida. Estas obras contemplam como o som e a alimentação capturam as relações existenciais moldam nossa compreensão do mundo e fornecem um contexto para elaborar questões críticas sobre imigração, globalização e pós-colonialismo.
Ogboh participou em numerosas exposições, incluindo documenta 14, (2017), Atenas e Kassel, Skulptur Projekte Münster (2017), a 56ª edição da La Biennale di Venezia, Itália (2015) e Dakar Biennale (2014). Ogboh foi ganhou o prémio Sharjah Biennial 14 com Otobong Nkanga, e em 2018 foi finalista do Prémio Hugo Boss.


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