CICLO “REPARAÇÕES”: O FUTURO SUSTENTÁVEL TERÁ DE SER ‘HISTORICAMENTE JUSTO’?
Com curadoria de Ângela Benoliel Coutinho
・6 de Outubro, 18h00
・Hangar – Centro de Investigação Artística → Rua Damasceno Monteiro 12, 1170-017 Lisboa
・3º Andar (acesso via escadas)
・Em Português
SESSÃO 2: Línguas e Literaturas africanas, veículos do simbólico e de estruturas de pensamento
África é o continente com maior diversidade linguística, e o conhecimento das línguas é considerado essencial para a compreensão das culturas e sociedades humanas. No entanto, cinco a seis décadas após as independências nacionais, o estudo, o conhecimento e a divulgação de línguas africanas é ainda uma batalha do quotidiano.
Tendo presente o facto de que as estruturas coloniais e esclavagistas proibiram o uso destas línguas, e por outro lado, fizeram recolhas e estudos das mesmas, é de interesse tentar perceber em que medida têm sido conduzidas acções no sentido de ajudar a vencer esta batalha do conhecimento, afirmação e divulgação de todas as línguas africanas.
Por outro lado, desde as independências, diversos têm sido os escritores africanos a granjear prestígio internacional e um forte reconhecimento, nacional e mundial, pelo seu trabalho. Em que medida e reunindo que condições se tem divulgado esses trabalhos em Portugal, e que dificuldades será ainda necessário superar para que estes autores atinjam o grande público?
Oradores convidados:
• Prof. Inocência Mata (Universidade de Lisboa), especialista em Literaturas Africanas
• Prof. Gonçalo Fernandes (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro): projecto de publicação de um dicionário de línguas moçambicanas, com a Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique
• Filinto Correia e Silva, escritor, tradutor e editor

