Redes e parceiros

O projecto HANGAR é possível graças a um conjunto de parcerias estratégicas.

O HANGAR é lançado com o apoio financeiro do programa BipZip Parcerias Locais da Câmara Municipal de Lisboa.

Para a implementação do projecto e prossecução dos nossos objectivos, contamos com os parceiros: Artéria – Atelier de Reabilitação Urbana, Orfeu Negro, Centro de Estudos Comparatistas, Gasworks e Beyond Entropy.

Procuramos alargar as nossas parcerias com entidades que partilhem os objectivos e missão do HANGAR.

O objectivo da Fundação Anna Lindh é juntar pessoas de toda a região do Mediterrâneo, para promover o respeito mútuo entre culturas. Desde 2005, a Fundação Anna Lindh tem lançado e apoiado iniciativas em diversas áreas de intervenção que actuam sobre as percepções existentes entre pessoas de diferentes culturas e crenças. A rede criada pela fundação conta hoje com mais de 3.000 organizações da sociedade civil.

Atualmente com sede em Alexandria, no Egipto, a Anna Lindh foi criada em 2005 pelos governos da parceria Euro-Mediterrânica (Euromed), num acordo político estabelecido em 1995 entre a União Europeia e a Argélia, Marrocos, Tunísia, Egipto, Jordânia, Líbano, Palestina, Israel, Síria e Turquia.

O projeto Hangar pertence à rede Anna Lindh.

O espaço Hangar conta com a colaboração da Artéria Arquitectura e Reabilitação Urbana, para a concretização do projecto arquitectónico. O colectivo de arquictectura colabora com a Xerem regularmente e vai estar sediado no espaço Hangar. Artéria é um atelier independente e multidisciplinar, fundado em 2011 por Ana Jara, Lucinda Correia e Sara Goulart, que concebe, desenvolve e divulga projectos no âmbito da reabilitação urbana.

Beyond Entropy é uma empresa sem fins lucrativos com sede no Reino Unido. A Beyond Entropy foi inicialmente desenvilvida por Stefano Rabolli Pansera, em 2009, como uma pesquisa trans-disciplinar no seio da Architectural Association, School of Architecture, em Londres. A Beyond Entropy Ltd é, actualmente, um gabinete colaborativo independente que opera a nível mundial, em parceria com organizações públicas, instituições privadas e agências governamentais. A Beyond Entropy Ldt opera na fronteira entre arte, arquitectura e geopolítica e desenvolve projectos diversificados: desde actividades de âmbito curatorial até instalações de arte, passando por intervenções arquitectónicas e projectos de grande envergadura, até debates públicos e publicações impressas. A Beyond Entropy Ldt opera como uma holding que detém acções de cada empresa afiliada, por sua vez gerida por um parceiro local. a Beyond Entropy Africa, registada em Angola em 2012, é dirigida por Paula Nascimento, enquanto que a Beyond Entropy Books, registada em Itália, é dirigida pela Tankboys.

A Beyond Entropy considera a energia para lá da retórica da sustentabilidade e questiona noções pré-concebidas por forma a produzir novas ideias sobre o espaço que habitamos – as nossas casas, as nossas cidades, os nossos territórios. A energia é um dispositivo conceptual usado para conceber novas estratégias arquitectónicas que revelam o espaço não como uma entidade fixa e mensurável, mas antes como uma coalescência temporal de forças continuamente em desdobramento. A pesquisa é articulada em torno de 4 conceitos: entropia, forma, energia e espaço. A entropia é a noção mais clara de todas: tudo parece passar do estado de ordem para o estado de desordem. A forma é o princípio que torna a realidade inteligível, e como tal, é um significado. Energia é o conceito mais abstracto. Não sabemos realmente o que é; não deve ser confundida com electricidade ou assimilada à força. Permanece constante, nunca aumentado ou diminuindo. Tal como a energia, o espaço está longe de ser uma entidade fixa e quantificável oposta à temporalidade; requer um modo de devir uma vez que está em constante transformação. é por isso que ºe impossível separar o espaço da sua evolução no tempo.

Fundado em 1998, o Centro de Estudos Comparatistas (CEC) dedica-se à análise comparada das literaturas, artes e culturas, recorrendo a abordagens multidisciplinares e interculturais. As suas linhas de investigação contemplam a literatura comparada, a literatura-mundo, os estudos pós-coloniais, intermediais, de tradução, de memória, entre outros, não descurando as abordagens filológicas. Questões de interculturalidade, de tradução textual e cultural são tendências transversais a muitos dos seus projectos. A ênfase em questões espaciais na sua articulação com temas de memória e história – e os processos narrativos e interpretativos a elas associados – são outro traço distintivo do CEC a unir os diferentes projectos, não obstante a variedade de abordagens e metodologias por eles adoptados. mais informação ver pagina.

O CEC é parceiro do HANGAR no program de seminários, conversas e participação.

Fundada em 1994, a Gasworks é uma organização de arte contemporânea com sede no sul de Londres, que disponibiliza 11 estúdios de artistas e um programa de exposições, eventos, residências de artistas, programas internacionais e projectos educacionais. Sete estúdios são reservados a artistas que vivem e trabalham em Londres e quatro são reservados para o Programa Internacional de residências para artistas que não residam no Reino Unido.

A Gasworks organiza até dezesseis residências por ano. O programa têm por objectivo incentivar a troca de ideias entre os profissionais locais e internacionais. As residências são em formato aberto, com enfoque no processo artístico, o que permite aos artistas visitantes desenvolverem projetos em resposta ao seu novo contexto, ou realizar pesquisas que beneficiem dos recursos de Londres. Como resultado, as residências culminam geralmente num dia em que os estúdios são abertos ao público. O programa de residências é acompanhado por actividades como palestras e seminários, com o objetivo de introduzir o público em geral à prática artística contemporânea.

O espaço de exposição recebe quatro projetos por ano, bem como uma série de eventos paralelos de menor escala. O programa inclui exposições individuais e temáticas, projecções, workshops e seminários. A Gasworks centra-se na prática das artes visuais no seu sentido mais lato, incluindo o design, a produção de documentários e a media art, entre outras áreas de actividade. Todas estão ligadas por um compromisso de constante reavaliação da posição dos artistas no âmbito dos seus contextos culturais, sociais e políticos mais amplos.

Saiba mais sobre a Gasworks e como esta entidade trabalha com os artistas neste vídeo produzido por Artquest.

As Edições Senhora do Monte foram fundadas em Lisboa em Janeiro de 2014 por Anafaia Supico, Begoña Claveria e Nuno Barroso. Publicam livros ligados a imagem e a iconografia. Até dia de hoje o seu catálogo esta composto por cinco livros e três series de prints. www.edicoessenhoradomonte.com

Emma é uma organização sem fins lucrativos para as práticas artística e cultural contemporâneas concebidas como um lugar para a experimentação, a troca e as experiências colectivas que encoragem o diálogo e a pesquisa nas artes.
Emma funciona como uma organização curatorial colaborativa para o desenvolvimento de um programa internacional de encontros, residências, exposições e apresentações através de uma rede híbrida de associados independentes, institucionais e privados, cujo objectivo é apoiar as práticas artísticas durante os processos de projecto e produção.

Emma foi fundada e é dirigida pela curadora Veronica Valentini em colaboração com diversos colaboradores, proveniente de várias áreas da sociedade.

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em novembro de 2001, destaca-se por ser um dos raros espaços da cidade de São Paulo especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design.

Como homenageia a artista que lhe dá o nome, o Instituto desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, ou movimentos anteriores que levam a entender melhor o período em que Tomie vem atuando, organizando mostras inéditas no Brasil como Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, Salvador Dalí, Joan Miró, entre outras.

Além de um programa de exposições marcante na cena cultural brasileira e que se desdobra em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações, o Instituto Tomie Ohtake desenvolve, desde a sua fundação, ampla pesquisa no ensino da arte contemporânea. Por isso, foi pioneiro na criação de novos processos para a formação de professores e de alunos das redes pública e privada, além de realizar uma série de atividades dirigidas ao público em geral e projetos de estímulo ao desenvolvimento da produção contemporânea.

A editora Orfeu Negro dedica-se à edição de ensaios e outros trabalhos documentais no âmbito das artes contemporâneas, privilegiando a transversalidade do pensamento artístico nos territórios da dança, teatro, cinema, fotografia, música, arquitectura e artes visuais.

A ARTE DA PERFORMANCE, da crítica e historiadora de arte RoseLee Goldberg, marca a estreia, em 2007, do catálogo Orfeu Negro, definindo as suas linhas de feitura e orientação. Hoje, este inclui obras de reflexão sobre os modos de criação artística, as relações entre a arte e a cultura e o cruzamento das diversas artes, contando entre os seus autores com Peter Brook, Julian Bell, Le Corbusier, Laurence Louppe, Slavoj Zizek e Jacques Rancière.

Em 2008 nasce a colecção ORFEU MINI, uma série de livros ilustrados para miúdos e graúdos e, em 2010, é lançada a colecção Casimiro com títulos inusitados para gente madura e extravagante. A biblioteca do programa educativo do HANGAR vai ter uma selecção alargada dos livros desta editora.

THIS IS NOT A WHITE CUBE
A R T  C O N T E M P O R Â N E A – ANGOLA

 

TINAWC é uma galeria de arte localizada em Luanda, Angola, com o foco na representação de artistas contemporâneos angolanos e estrangeiros e no desenvolvimento de projectos artísticos e culturais. Pretende ser um espaço multidisciplinar que se destaca por reunir artistas que, de modo geral, trazem referências históricas, tecnológicas, do urbanismo ou do design como elemento em comum, seja como suporte, plataforma, fonte de inspiração ou pesquisa.

De África para o resto do mundo, ou o inverso, a ideia base é a de apresentar o artista sem rótulos, ideias e ideais pré-concebidos. O artista é livre de explorar e de apresentar. A galeria serve de plataforma de representação, experimentação, afirmação e lançamento de projectos, exposições, comissões de artistas, amostra de colecção, projectos de residências artísticas, arquivos, workshops, palestras, filmes, pesquisas, simpósios e publicações.

O projeto Hangar pertence à Triangle Network.

A Triangle Network é uma rede de artistas e de organizações artísticas, em desenvolvimento desde 1982 e actualmente implementada em mais de 30 países. Dispondo de um programa de workshops-residências internacionais e com manifestações públicas tais como Open Days e exposições, pretende iniciar a troca de ideias através da prática: uma aproximação hands-on que se desenvolve a partir do diálogo e num processo criativo aberto e crítico.

Com as suas actividades, a Triangle desenvolveu uma rede original, receptora de projectos de intercâmbio que conecta artistas e locais com os seus pares em países vizinhos e países mais longínquos espalhados por todo o mundo. Nas últimas duas décadas, os colaboradores da rede trabalharam com mais de 4.000 artistas. Em África, mais de mil artistas participaram nos workshops e residências dentro do continente ou noutras partes do mundo. Tais programas de intercâmbio criaram um enorme impacto nas suas carreiras, ajudando-os a desenvolver um trabalho inovador e experimental dentro e fora do continente, projectando-os nacional e internacionalmente.

As organizações que integram a Triangle Network são todas estruturas independentes e na sua maioria geridas por artistas. A sua relativa pequena escala e a proximidade pessoal mantêm-nas flexíveis. O papel da organização Triangle é assegurar a sustentação da rede suportando os seus vários colaboradores, mantendo e reforçando as suas ligações, assegurando que há uma comunicação e que o projecto conduz à criação de oportunidades inovadoras para artistas e público.

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