Bikoro explora as práticas do performance e as possibilidades narrativas da fotografia digital para criar arquivos vivos e performativos que questionam a natureza das nossas culturas, histórias e identidades. A artista explica que a sua pesquisa é uma máquina do tempo descolonial que reage a paisagens sensoriais, da memória e políticas para criar Monumentos Humanos acerca de espaços e pessoas através de todas as culturas, para re-inventar gestos pós-coloniais em direcção à liberdade. Estas narrativas têm por base histórias reais que serpenteiam por entre ficções visuais.
Bikoro é uma artista conceptual oriunda da região de Woleu-Ntem no Gabão. Actualmente reside em Berlim. O cruzamento entre disciplinas criativas enquadra a sua obra em várias formatos no âmbito dos discursos da cultura visual, continuamente experimentando relações com o contexto e com o local. A artista re-enquadra a contextualização da multi-disciplinariedade criativa através dos processos de colaboração segundo a metodologia do Teatro do Oprimido (teatro da descolonização do Brasil) e com Squat Monuments, uma prática teórica criada Bikoro sobre histórias e literatura da descolonização em espaços públicos como forma de resistência, protesto e arquivo comunitário. Destacam-se as suas colaborações recentes com o Centro de Refugiados de Berlin Tempelhöf, ETEO Black Diaspora School, Manière Noire Gallery, Kuringa Theatre (Anastacia Laboratory & Theatre of the Oppressed), Savvy Contemporary, Gallerie Wedding, AfricAvenir, HAU Berlin & District Shöneberg.

Nathalie