Título: Luuanda

Inauguração: 20 de Setembro, Quarta-feira, 19h

Exposição: de 21 de Setembro a 14 de Outubro, 2017 | Quarta a Sábado, das 15h às 19h

Artistas particpantes: Albano Cardoso | Cristiano Mangovo | Ery Claver | Ihosvanny | Januário Jano | Kiluanji Kia Henda | Pedro Pires

Curadoria: Suzana Sousa e Paula Nascimento

Pedro Pires Tumperwar, 2017

Detalhes

A exposição Luuanda, título retirado da obra homónima de Luandino Vieira, pretende focar-se na experiência vivida da Luanda contemporânea, as suas personagens, ritmos, poesia, nostalgia e drama, seguindo a construção imaginária tão explorada na literatura de Luandino Vieira, Uanhenga Xito ou Ondjaki, entre outros, olhando para as suas dinâmicas actuais. Esta cidade pós-colonial é marcada também por fluxos migratórios e afectada por vários processos de mudança, pelo trânsito e as suas luzes e ruídos, pelos vendedores e vendedoras de rua que tudo têm disponível expondo aos seus clientes um importante espaço da economia informal do país. O que resulta numa circulação de corpos e vidas que parecem ter sido esquecidas pelo processo de crescimento do país.

Hangar – Centro de Investigação Artística
Rua Damasceno Monteiro, 12 Graça

Tlf: +351 218 871 481

Programa Paralelo

21 de Setembro – Quinta-feira, 19h
Conversa Curadoras e Adriano Mixinge | Performance de Orlando Sérgio

27 de Setembro – Quarta-feira, 19h
Conversa com os artistas Pedro Pires e Cristiano Mangovo

11 de Outubro – Quarta-feira, 19h
Conversa com Paulo Moreira e Maria João Grilo (a confirmar)

Biografias

Suzana Sousa (Luanda, 1981)
Curadora independente. Exposições recentes: Imbanba ya Muhatu – Coisas de mulher, com as artistas Keyezua e Wura Natacha-Ogunji, no Centro Cultural Português em Luanda, Outubro 2016; Seeds of Memory para o pavilhão angolano na Expo Milano 2015, no mesmo ano Love me Love me Not, Arte da Coleção Sindika Dokolo, na Biblioteca Almeida Garreth no Porto, Portugal. Em 2014, Tipo Passe, exposição individual de Edson Chagas, no Centro Cultural Português em Luanda; co-curadoria do projeto Sights and Sounds, no The Jewish Museum em Nova Iorque e parte do comitê de aconselhamento (Advisory committee) da New Museum Triennial. Atualmente sou curadora correspondente da FRONT International: Cleveland Triennial for Contemporary Art.
Doutoranda em Antropologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa com o projeto de pesquisa denominado ‘A nacionalização da arte em Angola: contextos políticos da construção da arte angolana.”

Paula Nascimento (Luanda, 1981)
Arquitecta e Curadora Independente. Mestre em Arquitectura pela Architectural Association School of Architecture e pela London Southbank University. Fundadora da Beyond Entropy África, estúdio de investigação que se debruça sobre os campos da arquitectura/urbanismo, artes visuais e geopolítica.
Co-curadora, com Stefano Rabolli Pansera de Beyond Entropy Angola (Pavilhão de Angola na 13ª Bienal de Arquitectura de Veneza, 2012); Luanda Enciclopeadic City (Pavilhão de Angola na 55ª Bienal de Artes de Veneza, 2013), Ilha de São Jorge (14ª Bienal de Veneza de Arquitectura; ICA Londres; Hangar Biccoca Milano; Hangar Lisboa; Encontres de Bamako Mali – 2014-2015), From Hands to Mind (Experimenta Design Lisboa 2015, XXI Design After Design – Trienal de Milão 2016). Como curadora independente, participa em projectos como The Best Fucking Life (plataforma Curatorial Clube – www.curatorialclube.com), do projecto Being and Becoming: Complexities of the African Identity (co-curadoria com Raphael Chikukwa; Unisa Gallery, 2016), e Being He(re): Mediations on African Feminities (co-curadoria com Violet Nantume, Refilwe Nkomo e Thato Magotsi, Jhb e Luanda 2017).
Co-editora da publicação “Ilha de São Jorge – Visões desasombradas” (Beyond Entropy Books, 2014) com Ana Vaz Milheiros e Stefano Serventi.
Galardoada com os prémios Leão de Ouro para Melhor Participação Nacional em 2013 na Bienal de Veneza, Prémio Especial ArcVision Women for Expo (2015) e Prémio Angola 35º Artes e Cultura (2013 e 2016).