{"id":25836,"date":"2024-06-04T21:04:02","date_gmt":"2024-06-04T20:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/hangar.com.pt\/?p=25836"},"modified":"2025-07-13T15:13:03","modified_gmt":"2025-07-13T14:13:03","slug":"um-cinema-tarahumara-os-filmes-de-raymonde-carasco-e-regis-hebraud","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/um-cinema-tarahumara-os-filmes-de-raymonde-carasco-e-regis-hebraud\/","title":{"rendered":"Um cinema-Tarahumara: os filmes de Raymonde Carasco e R\u00e9gis H\u00e9braud"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;5px&#8221;][vc_separator color=&#8221;black&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text]<strong>I sess\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegunda-feira, 9 de Outubro de 2023, \u00e0s 18h<\/p>\n<p><strong>Um cinema-Tarahumara: os filmes de Raymonde Carasco e R\u00e9gis H\u00e9braud<\/strong><br \/>\nProjec\u00e7\u00e3o seguida de uma conversa presencial com R\u00e9gis H\u00e9braud.<\/p>\n<p>Los Pascoleros &#8211; Tarahumaras 85, Fran\u00e7a-M\u00e9xico, 1996, 27\u2019.<br \/>\nCiguri 98 &#8211; La Danse du peyotl, Fran\u00e7a-M\u00e9xico, 1998, 40\u2019.[\/vc_column_text][vc_empty_space][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;24012&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1694948025322{margin-bottom: -5px !important;}&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;black&#8221;][vc_column_text]Em 1976, Raymonde Carasco e R\u00e9gis H\u00e9braud partem pela primeira vez para o M\u00e9xico em busca de tra\u00e7os do processo de produ\u00e7\u00e3o de \u00a1Que viva M\u00e9xico!, filme inacabado de Eisenstein. Seguir-se-\u00e3o, at\u00e9 2001, outras 17 viagens \u2014 \u201co acontecimento de uma vida\u201d, nas palavras de Carasco \u2014 guiadas pelas escritas, liter\u00e1ria e cinematogr\u00e1fica, de Artaud e Eisenstein.<br \/>\nRealizado em 1979, Tarahumaras 78 \u00e9 o primeiro filme consagrado ao povo Tarahumara da Sierra Tarahumara, no Estado de Chihuahua, no Noroeste do M\u00e9xico. Carasco e H\u00e9braud comp\u00f5em, a partir de ent\u00e3o, um \u201cfresco\u201d (Nicole Brenez) da vida social e dos ritos Tarahumara, sobre o pano de fundo dos textos de Artaud (de Voyage aux pays des Tarahumaras de 1936 ao poema Tutuguri de 1948), em que se dissolve a separa\u00e7\u00e3o entre a esfera material e a esfera ritual. A d\u00e9marche dos dois cineastas n\u00e3o \u00e9 simplesmente etnogr\u00e1fica ou po\u00e9tica, mas \u201cetno-po\u00e9tica\u201d, express\u00e3o de Brenez. 1<\/p>\n<p>Produzem \u201cescritas do ver\u201d (Carasco) que, situando-se nas margens do cinema etnogr\u00e1fico e do cinema experimental e redesenhando o seu tra\u00e7ado, conferem uma elaborada express\u00e3o formal ao encontro da alteridade e tornam vis\u00edvel aquilo que \u00e9 do dom\u00ednio do invis\u00edvel \u2014 o encantamento, a experi\u00eancia xam\u00e2nica, a alucina\u00e7\u00e3o, a sensa\u00e7\u00e3o, o mundo do ciguri, planta sagrada Tarahumara. Na obra de Carasco e H\u00e9braud, a dimens\u00e3o ontol\u00f3gica do cinema enquanto escrita do vis\u00edvel \u00e9 indissoci\u00e1vel da sua capacidade para transfigurar o real e expandir a percep\u00e7\u00e3o, produzindo imagens mentais e re-estruturando os modos perceptivos e cognitivos dominantes. Assente em modos de produ\u00e7\u00e3o contingentes e filmada preponderantemente em 16 mm, a filmografia de Carasco e H\u00e9braud emerge de uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica com a alteridade, m\u00e9todo que, ao estabelecer um complexo jogo temporal e espacial e uma ecologia de perspectivas din\u00e2mica, desloca radicalmente a rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e objecto.<\/p>\n<p>Os filmes de Carasco e H\u00e9braud s\u00e3o pela primeira vez exibidos em Portugal depois do ciclo \u201cFiguras da Dan\u00e7a no Cinema\u201d, comissariado por Ricardo Matos Cabo na Culturgest, em 2005.<br \/>\nA projec\u00e7\u00e3o ser\u00e1 seguida de uma conversa aberta ao p\u00fablico entre R\u00e9gis H\u00e9braud, Raquel Schefer, curadora do programa, e a investigadora Salom\u00e9 Lopes Coelho.<\/p>\n<p><em>Los Pascoleros &#8211; Tarahumaras 85 16 mm, preto e branco e cor, som \u00f3ptico, 27\u2019, Fran\u00e7a-M\u00e9xico, 1996.<\/em><br \/>\nEscrita e realiza\u00e7\u00e3o: Raymonde Carasco.<br \/>\nImagem e som: R\u00e9gis H\u00e9braud.<br \/>\nMontagem: Raymonde Carasco e R\u00e9gis H\u00e9braud.<br \/>\nExcertos de textos de Antonin Artaud lidos por Raymonde Carasco.<br \/>\nSonoplastia: Didier Lesage.<\/p>\n<p><strong>Sinopse:<\/strong> \u201cLos Pascoleros &#8211; Tarahumaras 85 foi filmado durante as celebra\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa de 1985. Mostra o reverso, os bastidores, das encena\u00e7\u00f5es da Paix\u00e3o na aldeia de Norogachic, no M\u00e9xico.<br \/>\nEstamos perante as pinturas corporais de tr\u00eas tipos de dan\u00e7arinos das festas pascais: fariseos, pintos, pascoleros. Os ritos de inicia\u00e7\u00e3o, secretos, de dois Pascoleros, filmados pela primeira vez, constituem o cerne deste documento.<br \/>\nA altern\u00e2ncia entre sequ\u00eancias nocturnas, filmadas a preto e branco, e pinturas e dan\u00e7as diurnas, filmadas a cores, conferem aos textos de Antonin Artaud a sua dimens\u00e3o escritural. A vers\u00e3o de 1936 de Voyage au Pays des Tarahumaras \u00e9 reescrita na \u00faltima fase da vida de Artaud, em 1947, sob a forma de um novo Th\u00e9\u00e2tre de la Cruaut\u00e9 e de um novo corpo: Para viver, \u00e9 preciso ter um corpo&#8230;, O teatro da crueldade quer p\u00f4r a dan\u00e7ar p\u00e1lpebras par a par com cotovelos, r\u00f3tulas, f\u00e9mures e dedos dos p\u00e9s e ser visto.\u201d[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]<strong>Raymonde Carasco <\/strong><br \/>\nCineasta, te\u00f3rica do cinema e professora universit\u00e1ria, Raymonde Carasco (1939-2009) desenvolveu uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o conceito de \u201cfora de quadro\u201d, elaborado por Eisenstein, no \u00e2mbito da sua tese de doutoramento (1975), orientada por Roland Barthes. Realizou mais de vinte filmes, entre os quais se contam Gradiva Esquisse I (1978), Rupture (1989) e 17 curtas-metragens e m\u00e9dias-metragem sobre o povo Tarahumara do M\u00e9xico. Exemplificando a articula\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica, a cineasta experimenta na sua filmografia as no\u00e7\u00f5es desenvolvidas em torno do \u201cfora de quadro\u201d na sua tese, publicada em 1979 com o t\u00edtulo Hors cadre Eisenstein (Paris: Macula). Publicou diversos artigos sobre Barthes, Pasolini, Resnais, Durais, Bousquet e Artaud, entre outros.[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong>R\u00e9gis H\u00e9braud<\/strong><br \/>\n\u201cNascido em 1938, em Fran\u00e7a. Encontrei Raymonde Carasco em 1955 e casei-me com ela em 1960. Estudos de Matem\u00e1tica em Montpellier e em Paris (1958-1964). Estudos de Inform\u00e1tica de 1979 a 1985. Professor de Matem\u00e1tica (e de Inform\u00e1tica a partir de 1985) de 1964 a 1999. Forma\u00e7\u00e3o em cinema durante a rodagem (operador de c\u00e2mara Bruno Nuytten) e a realiza\u00e7\u00e3o de Gradiva -Esquisse I (1977-78). Acompanhei Raymonde Carasco nas 18 viagens ao M\u00e9xico entre 1976 e 2001. Tornei-me, a partir de 1977, no seu operador de c\u00e2mara e de som e no seu montador e realiz\u00e1mos juntos toda a s\u00e9rie de filmes Tarahumara.&#8221;[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong>Raquel Schefer<\/strong><br \/>\nRaquel Schefer \u00e9 investigadora, realizadora, programadora e Professora Associada na Universidade Sorbonne Nouvelle, onde concluiu o seu doutoramento em Estudos Cinematogr\u00e1ficos em 2015. Publicou a obra El Autorretrato en el Documental. Foi bolseira de p\u00f3s-doutoramento da FCT no CEC\/Universidade de Lisboa, no IHC\/Universidade Nova de Lisboa e na Universidade do Western Cape. \u00c9 co-editora da revista de teoria e hist\u00f3ria do cinema La Furia Umana e conselheira de programa\u00e7\u00e3o do International Film Festival Rotterdam (IDFA). No Hangar \u2014 Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, programou, entre outros eventos, o ciclo Seeing Being Seen: Territ\u00f3rios, Fronteiras, Circula\u00e7\u00f5es (2020-2022).[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong>Salom\u00e9 Lopes Coelho<\/strong><br \/>\nInvestigadora de p\u00f3s-doutoramento no Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o da NOVA &#8211; FCSH\/ Universidade NOVA de Lisboa, com um projecto sobre os ritmos da mat\u00e9ria vegetal e inorg\u00e2nica no cinema experimental latino-americano. Doutorada em Estudos Art\u00edsticos (FCSH &#8211; UNL), com uma tese sobre ritmo e filosofia, no cinema de Chantal Akerman, Raymonde Carasco e R\u00e9gis H\u00e9braud. Foi investigadora visitante e leccionou na Universidade Nacional de Artes, Buenos Aires. \u00c9 co- editora de La Furia Umana &#8211; Revista de Teoria e Hist\u00f3ria do Cinema.[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;100px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;black&#8221;][vc_column_text]<strong>II m\u00f3dulo: Bruno Varela, cineasta etno-experimental<\/strong><br \/>\n<strong>Sexta-feira, 24 de Novembro, 18h<\/strong><br \/>\nProjec\u00e7\u00e3o seguida de uma conversa presencial com Bruno Varela, moderada por Raquel Schefer.<br \/>\nProjec\u00e7\u00e3o dos filmes El Monolito, M\u00e9xico, 2019, 40\u2019 e El Prototipo, M\u00e9xico, 2022, 63\u2019.<\/p>\n<p><strong>S\u00e1bado, 25 de Novembro, 18h<\/strong><br \/>\nAtelier de fitogramas (fotografia anal\u00f3gica sem c\u00e2mara com materiais org\u00e2nicos vegetais) coordenado por Bruno Varela.<br \/>\nActividade gratuita aberta ao p\u00fablico com inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via atrav\u00e9s de formul\u00e1rio dispon\u00edvel no site do Hangar.<br \/>\nLimite m\u00e1ximo de 15 participantes.<\/p>\n<p>Uma das figuras mais importantes e singulares do cinema experimental contempor\u00e2neo, o cineasta e videoartista mexicano Bruno Varela inicia a sua carreira em 1992 em Oaxaca, no quadro do projecto de v\u00eddeo comunit\u00e1rio ind\u00edgena Ojo de Agua Comunicaci\u00f3n, e, mais tarde, em Chiapas, no Yucat\u00e1n e na Bol\u00edvia, onde forma em v\u00eddeo comunicadores aut\u00f3ctones. A praxis cinematogr\u00e1fica de Varela, definida pelo cineasta como uma \u201cretroguarda\u201d, articula procedimentos formais do cinema experimental, como o reemprego polif\u00f3nico de imagens-sons de arquivo, com elementos culturais aut\u00f3ctones, atrav\u00e9s dos quais se tornam sens\u00edveis, sobre o pano de fundo do contexto hist\u00f3rico-pol\u00edtico mexicano, cosmovis\u00f5es e cosmologias adjacentes. Em El Monolito (2019), m\u00e9dia-metragem que ser\u00e1 apresentada no Hangar, Varela toma como ponto de partida Un amour d\u2019UIQ, gui\u00e3o de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de F\u00e9lix Guattari. Em 1980, o psicanalista e fil\u00f3sofo franc\u00eas come\u00e7a a escrever, em colabora\u00e7\u00e3o com o cineasta norte-americano Robert Kramer, o gui\u00e3o deste projecto cinematogr\u00e1fico inacabado que procura, segundo Silvia Maglioni, \u201coferecer um modelo de cinema \u2018popular\u2019 subversivo e desejante\u201d. Varela transp\u00f5e o projecto de Guattari e Kramer para o contexto da Revolta de Oaxaca de 2006, um dos mais importantes levantamentos populares dos anos 2000 no M\u00e9xico. Para tal, o cineasta reemprega materiais de arquivo que filmou durante a insurrei\u00e7\u00e3o, desenvolvendo formas visuais e sonoras de montagem que se inscrevem, tal como o trabalho de Kramer com o Colectivo Newsreel \u2014 e, mais tarde, em Portugal (veja-se a longa-metragem Scenes from the Class Struggle in Portugal, 1977-79) \u2014, na genealogia do newsreel experimental e que contribuem para a sua desestrutura\u00e7\u00e3o formal e epistemol\u00f3gica. Se a c\u00e2mara de Varela restitui a espessura sens\u00edvel do acontecimento pol\u00edtico na sua temporalidade din\u00e2mica, a montagem deste \u201can-arquivo\u201d, ao operar sobre um princ\u00edpio de indetermina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero, p\u00f5e em crise o sistema eid\u00e9tico do cinema documental e a rela\u00e7\u00e3o convencional entre a representa\u00e7\u00e3o do real e a sua efabula\u00e7\u00e3o. Os agenciamentos colectivos de enuncia\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s das m\u00faltiplas inst\u00e2ncias discursivas do filme, criam um complexo jogo de pontos de vista e apontam para a possibilidade de uma figura\u00e7\u00e3o n\u00e3o-fenomenol\u00f3gica da perspectiva desantropoc\u00eantrica do Universo Infra-Quark do gui\u00e3o de Guattari. El Prototipo, \u201cfilme especulativo\u201d de 2022 que tamb\u00e9m ser\u00e1 projectado no Hangar, radicaliza os pressupostos e procedimentos formais e epistemol\u00f3gicos de El Monolito. Transposi\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de outro texto de fic\u00e7\u00e3o cientifica \u2014 o romance Valis (1981), de Philip K. Dick \u2014, El Prototipo \u201centran\u00e7a\u201d, verbo utilizado no seu intert\u00edtulo final, materiais de arquivo heter\u00f3clitos e intermedi\u00e1ticos, explorando, atrav\u00e9s do princ\u00edpio de \u201copera aperta\u201d, tanto os n\u00f3s, quanto as fissuras do tecido f\u00edlmico e agenciando pontos de vista que desestruturam o binarismo sujeito-objecto. A c\u00e2mara m\u00f3vel e t\u00e1ctil, ro\u00e7ante e recolectora, ritualiza o proprio processo de representa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, questionando o sistema disciplinar da etnografia. Os filmes de Varela, assentes numa pol\u00edtica materialista dos modos de produ\u00e7\u00e3o, s\u00e3o exibidos pela primeira vez em Portugal.[\/vc_column_text][vc_column_text]<em>El Monolito, Bruno Varela, M\u00e9xico, 2019, 40\u2019<\/em><br \/>\n<strong>Sinopse<\/strong><br \/>\n\u201cO monolito \u00e9 habitado por uma entidade min\u00fascula, um universo consciente, um deus ou uma das suas formas. Na sua tentativa de resson\u00e2ncia com o humano, s\u00f3 logra avivar o fogo. Tudo arde para preparar a nova semeadura. Filme-obra negra, materiais de baixa resolu\u00e7\u00e3o, intensidade, fluxos, corpos afectados e corpos afectando outros corpos. A revolta \u00e9 um estado de presente, expansivo. Uma longa-metragem curta, uma curta-metragem longa. Arquivos de Oaxaca em 2006, premoni\u00e7\u00f5es, sonhos de m\u00e1quinas induzidas, sinais emanados a partir do espa\u00e7o profundo. O fogo no presente, como uma antecipa\u00e7\u00e3o do momento.<\/p>\n<p>Apropria\u00e7\u00e3o livre de uma premissa de F\u00e9lix Guattari, declara\u00e7\u00e3o de amor incendi\u00e1ria e extra- terrestre. Um cartaz formid\u00e1vel e excelentes fotogramas. Um filme fracassado na sua temporalidade, um filme ainda por vir.\u201d<\/p>\n<p>(Bruno Varela)[\/vc_column_text][vc_column_text]<em>El Prototipo, Bruno Varela, M\u00e9xico, 2022, 63\u2019<\/em><br \/>\n<strong>Sinopse<\/strong><br \/>\n\u201cUma entidade mut\u00e1vel enviada de outro tempo. Um ser audiovisual quase consciente, dotado de vontade, enviado de um qualquer futuro, ou de muito longe. O tempo \u00e9 um simulacro, um artefacto, \u00e9 poss\u00edvel entrar e sair do seu fluxo atrav\u00e9s de outras geometrias.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de per\u00edmetros sugeridos no romance Valis, de Philip K. Dick, o Prot\u00f3tipo \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o de uma intelig\u00eancia superior, inscrita em pel\u00edcula de 16 mm perdida pela passagem de d\u00e9cadas e encontrada num mercado de antiguidades. Cont\u00e9m um sinal da fonte primordial. O motor do projecto activa-se na possibilidade de conceber um filme como um ser vol\u00e1til que se re-organiza frente a cada espectador. Que \u00e9 diferente em cada projec\u00e7\u00e3o e que caminha para a sua auto-destrui\u00e7\u00e3o material\u201d.<\/p>\n<p>(Bruno Varela)[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]<strong>Bruno Varela<\/strong><br \/>\n\u201cBruno Varela (Cidade do M\u00e9xico, 1971). Artista audiovisual formado pela Universidade Aut\u00f3noma Metropolitana em Comunica\u00e7\u00e3o Social. Desde 1992, dedica-se a tempo inteiro \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o-produ\u00e7\u00e3o de cinema e v\u00eddeo. O seu processo tem sido desenvolvido essencialmente no Sul geogr\u00e1fico e conceptual do continente, entre Oaxaca, Chiapas, Yucat\u00e1n e a Bol\u00edvia. O seu trabalho tem sido apresentado em m\u00faltiplos f\u00f3runs, exposi\u00e7\u00f5es e e festivais no M\u00e9xico e no estrangeiro, tais como o Guggenheim NY, o Getty Research Institute LA, o Redcat Center for Contemporary Arts LA, a Bienal de Havana, o Centro de Arte Reina Sof\u00eda, a Bienal de la Imagen en Movimiento, o Festival Internacional de Oberhausen ou o Ann Arbor Film Festival. Recebeu pr\u00e9mios e men\u00e7\u00f5es honrosas em v\u00e1rios festivais, como o Pr\u00e9mio E\u2013flux do Festival de Oberhausen (2015). Recebeu a distin\u00e7\u00e3o Media Artist da Funda\u00e7\u00e3o Rockfeller em 2006.\u201d<br \/>\n(Bruno Varela)[\/vc_column_text][vc_column_text]<strong>Raquel Schefer<\/strong><br \/>\nRaquel Schefer \u00e9 investigadora, realizadora, programadora e Professora Associada na Universidade Sorbonne Nouvelle, onde concluiu o seu doutoramento em Estudos Cinematogr\u00e1ficos em 2015. Publicou a obra El Autorretrato en el Documental. Foi bolseira de p\u00f3s-doutoramento da FCT no CEC\/Universidade de Lisboa, no IHC\/Universidade Nova de Lisboa e na Universidade do Western Cape. \u00c9 co-editora da revista de teoria e hist\u00f3ria do cinema La Furia Umana e conselheira de programa\u00e7\u00e3o do International Film Festival Rotterdam (IDFA). No Hangar \u2014 Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, programou, entre outros eventos, o ciclo Seeing Being Seen: Territ\u00f3rios, Fronteiras, Circula\u00e7\u00f5es (2020-2022).[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>October 9th 2023<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":24013,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[165,163],"tags":[253,286],"class_list":["post-25836","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news","category-research","tag-2023-en","tag-previous"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25836"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25839,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25836\/revisions\/25839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24013"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/hangar.com.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}